A glamourosa pescadora submarina Valentine Thomas tem recebido o apelido de "assassina" por alguns ativistas de direitos dos animais, no seu tempo livre, a canadense que vive em Londres, troca seu terno por um arpão e viaja pelo mundo em busca do seu próximo troféu.

Detentora de um recorde mundial, costuma documentar sua paixão em fotos postadas em redes sociais que muitas vezes acabam recebendo críticas e comentários abusivos.

"As pessoas me chamam de assassina, eu enfrento bastante ódio, mas também já tive propostas de casamento."

Em 2010, o canadense de língua francesa se ​​mudou de Montreal para o Reino Unido e foi persuadida por um amigo para completar um curso de mergulho no Egito, em seguida, viajou para a remota Ilha de Ascensão no Atlântico Sul para praticar a pesca submarina e logo caiu de amor pelo esporte.

"Para mim, ser capaz de capturar a minha própria comida é incrível", explicou a cozinheira. "Eu gosto de tudo, até mesmo de limpar os peixes. Nós estamos realmente envolvidos na preservação do mar, nunca matamos o que não pode ser consumido".

Em 2013, ela quebrou o recorde mundial de captura do maior Xaréu do Atlântico durante um mergulho ao largo da Ilha de Ascensão. 

 

Foi em sua primeira expedição de pesca submarina que miss Thomas quase morreu quando ela se separou de seu parceiro em altas ondas.

"Eu comecei a surtar", disse ela. "Eu estava tentando nadar até a costa e não conseguia, muitas vezes você pode estar a cinco milhas da costa com um peixe arpoado lançando sangue por toda a parte e atrair os tubarões".

A senhorita Thomas teve sorte nesta ocasião e acabou encontrando a corda que era ligada a seu parceiro, assim ela que conseguiu puxar-se com segurança.

Ela viajou para a ilha de Ascensão no Atlântico em numerosas ocasiões para saciar a sua paixão, bem como para Durban, na África do Sul, Córsega e na Grécia, também já pescou na região das Ilhas Channel, Dorset e Cornwall.

Como ela é uma mulher que pratica um esporte dominado por homens, ela acaba se beneficiando com patrocinadores que fornecem equipamentos e a convidam para viajar, mas  também é bombardeada com seus abusos.

 

Alguns questionam se é realmente ela que pesca o peixe que posa nas fotos, sugerindo que seu namorado é o responsável.

"É extremamente raro ver mulheres neste esporte, é algo completamente diferente, as pessoas não acreditam que eu posso fazer coisas como esta".

A senhorita Thomas é muitas vezes chamada de "assassina" nas redes sociais, mas ela insiste em dizer que seu modo de pesca é muito mais humano que o uso de uma rede.

Algumas imagens mostram ela abrindo e limpando suas capturas, levando os críticos a dizer pra ela parar. Um usuário descreveu no Facebook: "Jack, o Estripador".

"Eu atiro-los no cérebro e eles morrem imediatamente", disse ela. "Eu sou muito respeitoso com tudo o que faço".

"Se você comprar peixe de um supermercado, por que sou o cara mau ? As pessoas não estão acostumadas a ver sangue ..."

"As pessoas ficam realmente com raiva, eles ficam aborrecidas porque eles não estão acostumados a ver de onde vem sua comida. Todo mundo faz vista grossa para o que estão comendo e eu coloquei a realidade na frente deles".

A senhorita Thomas acredita que seu lado aventureiro foi herdado do seu pai Alain, que navegou através do Atlântico quando ele tinha 20 anos.

Ele ensinou sua filha a mergulhar e pescar quando ela ainda era uma criança, mas ela teve que superar seus medos para prosseguir a sua paixão. Agora está ficando cada vez mais difícil voltar para o escritório na segunda-feira e ir no computador.

Eu quase me afoguei no sudoeste da França, quando eu era adolescente depois de ser pego por uma forte corrente. A pesca submarina permitiu superar o meu medo do oceano que foi substituído com paixão, mas foi um longo caminho para chegar lá.

Em julho, ela vai visitar Zanzibar na costa leste da África, durante duas semanas, onde ela espera bater um novo recorde mundial. Ela já tem destaque em dois documentários de televisão franceses sobre a pesca, mas tem ambições muito maiores.

"Meu sonho seria fazer um programa de TV onde eu possa pescar e promover a proteção do oceano", disse ela. "Agora está ficando cada vez mais difícil voltar ao escritório na segunda-feira e ir no computador."

Fonte: Daily Mail Online